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Os primeiros anos de Marcelino Ramos

Em 1911 o Rio Uruguai arrasta a ponte provisória. No final do ano de 1911, uma grande enchente leva rio abaixo a ponte provisória de Marcelino Ramos, Nélson Fornari Thomé narra com propriedade o grande acontecimento, no seu livro “ Marcelino Ramos- Histór

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01-12-1911 00:00:00

Em 1911 o Rio Uruguai arrasta a ponte provisória. No final do ano de 1911, uma grande enchente leva rio abaixo a ponte provisória de Marcelino Ramos, Nélson Fornari Thomé narra com propriedade o grande acontecimento, no seu livro “ Marcelino Ramos- Histórico”.

Uma grande calamidade, entretanto, estava reservada aos bravos construtores e propulsores do progresso destas plagas. Em outubro de 1911, alguns meses após a conclusão da ponte provisória, ocorreu violenta cheia de Pelotas-Uruguai, não superada até os dias presentes, tanto que, em 24 horas, as aguas subiram nada menos que 14 metros, segundo relato da época, chegando a cerca de dois metros abaixo do nível dos pilares da ponte definitiva, em construção, ou mais precisavamente, há 6 abaixo da estação, arrastando, as aguas, em sua avalanche, a ponte provisória e mais três dezenas de casas das que formavam o incipiente povoado. Casas comerciais, com regular estoque de mercadorias, foram arrastadas inteiras, desmantelando-se ao atingirem a altura do estreito.

Em consequência desse episodio, o povoado recomeçou a formar-se no barranco, acima da estação, nas proximidades das ruas Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mais tarde ali abertas.

O trafego mutuo dos trens, por sua vez, passou a ser feito por baldeação, através de barcas, a principio acima da ponte, em desvio construído em plano um tanto inclinado. A maquina de manobras encostava os vagões carregados próximos a barranca do rio, onde eram baldeados. Certa manha, com a constante cerração, que se forma as margens do rio, os trilhos escorregadios, facilitou a derrapagem da maquina, que se precipitou Pelotas a dentro, ficando quase submersa. Depois disso, foi alterado o local de baldeação, passando a ser feita na embocadura do Rio do Peixe, trezentos metros acima. Também o tráfego de passageiros era feito dessa forma, com o inconveniente de que os trens vindos do norte chegavam as 22 horas e a travessia, muito embora feita em seguida, levava duas horas e mais ate que os passageiros pudessem se hospedar no Hotel Bela Vista e Hotel do Sul, existentes na época, para no dia seguinte continuarem a viagem rumo ao sul do Estado.

Foto ao lado, de 1911, mostra a manobra tombada, junto ao Rio Uruguai, em acidente acontecido durante uma baldeação.

 

Foto ao lado, de 1911, mostra restos da ponte provisória, ao lado dos pilares da ponte definitiva, já em estagio de construção.

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