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Território de Marcelino Ramos

O território do então 7° distrito de Passo Fundo, ao qual pertencíamos, no começo do século passado, era bem maior do que o atual município de Marcelino Ramos.

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01-01-1913 00:00:00

O território do então 7° distrito de Passo Fundo, ao qual pertencíamos, no começo do século passado, era bem maior do que o atual município de Marcelino Ramos. Mesmo depois quando se emancipou, em 28de dezembro de 1944, a área superava a atual, pois englobava Maximiliano de Almeida e Viaduto, que posteriormente se emanciparam. Para o objetivo do nosso estudo, entretanto, usaremos, mapas atuais, fazendo as estimativas dos lotes e sessões, bem como os lotes urbanos.

Não há rigor cientifico, mas serve para se fazer uma projeção sobre o que acontecia no nosso povoado, naquela época. Os dados constam nos livros de registro de proprietários da Diretoria de Terras e Colonização de Erechim, de 1913 a 1966.

A divisão estabelecia-se em Zona Urbana e Rural (interior), que formava secções e linhas: 

Era o território marcelinense “área urbana” e “área rural”. A área rural (colônia) dividia-se em Secções e Linhas: Secção Uruguai, Secção 3° do Rio do Peixe, Secção Canavial, Secção Estreito, Secção Suzana e Secção Lambedor e ainda as posses áreas cedidas diretamente pelo Governo Estadual.

Algumas secções têm hoje, poucos lotes em Marcelino Ramos, são de outros municípios, como a Secção Canavial, que pertence a Viadutos, com apenas 6 lotes em Marcelino Ramos. Da mesma forma, a Secção 3° do Rio do Peixe, com 24 lote em Marcelino, pertence a Maximiliano de Almeida.

Lotes Urbanos – O traçado urbano do povoado de Marcelino Ramos, com a delimitação e medida do lotes urbanos, começou também em 1914, trabalho desenvolvido pelos topógrafos Norberto Barros de Lacerda e João Alberto Witée, do escritório da Diretoria de Terras do Governo Estadual, de Erechim. 

Inicialmente as casas começaram a ser construídas junto ao Rio Uruguai, logo abaixo da Ponte, mas a enchente de novembro de 1911 levou tudo abaixo deixando claro que ali não seria possível. O povoado passou então a ser projetado para cima da Estação Ferroviária. 

1914 – O traçado da atual cidade de Marcelino Ramos, feito em 1914 pelo Engenheiro da Secretaria Estadual de Obras Públicas, Dr. Norberto Barros de Lacerda, criava 3 pequenas praças – Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro – simbolizando as 3 grandes capitais que eram unidas pela Ferrovia. Essas praças marcavam a Avenida Rio Grande do Sul, que teria abaixo a Rua Santa Catarina e acima a Rua Paraná.

No relatório da secretaria de obras públicas do Governo do Estado de 1915, relatando os trabalhos desenvolvidos em 1914, consta:

...Existem 42 prédios, anteriormente estabelecidos, porem com a condição de serem transferidos após a demarcação dos lotes.

Realizou-se os estudos de relevo do terreno, e está atualmente procedendo a locação do projeto e aos trabalhos preliminares de terraplanagem, o engenheiro Norberto de Barros Lacerda, ajudante interino da Colônia Erechim em dezembro de 1914 e um junho do corrente ano e contamos voltar no próximo mês de agosto”.

A evolução da população urbano do povoado de Marcelino Ramos variou de 128 moradores em 1910 para 300 habitantes em 1919. O número de residências subiu de 21 em 1910 para 78 em 1919. 

A essa época, começo da década de 10, antes de 1913, não havia iniciado a emigração europeia, fato iria começar somente em 1913, de maneira que a primitiva população de Marcelino Ramos em 1910 e 1913 compunha-se principalmente de luso-brasileiros. 

A implantação do atual traçado do aglomerado urbano da hoje cidade de Marcelino Ramos forjou-se nessa época, traçado pelo Engenheiro Norberto Barros de Lacerda e pelo topógrafo João Alberto Witée.

A primeira rua projetada e, depois, aberta, foi a Rua Santa Catarina. Da mesma forma, 3 praças pequenas foram idealizadas, unidas pela também pequena Av. Rio Grande do Sul.

As praças receberam os nomes de Praça Porto Alegre, Praça São Paulo e Praça Rio de Janeiro, que teria abaixo a Rua Santa Catarina e, acima a Rua Paraná, hoje Rua Dr.João da Silveira.

AREA URBANA: A medida e venda dos lotes da área urbana de Marcelino Ramos ocorreu no ano de 1914. Aproximadamente 300 terrenos foram delimitados no povoado. A venda iniciou de imediato, juntamente com os lotes rurais, no interior. A procura de interessados em se instalar no novo povoado, aumentou progressivamente, aumentando a população, que triplicou até 1919.

RUAS DE MARCELINO RAMOS: A estrutura geral do povoado criava 3 praças principais o “centro” da cidade, que receberam os nomes das 3 principais capitais que a Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande unia, no seu processo colonizador: Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, unidas pela Avenida Rio Grande do Sul. As duas primeiras ruas homenageavam os dois estados do sul, unidos pela ferrovia: Rua Santa Catarina e Rua Paraná. A rua Santa Catarina, por estado catarinense estar mais próximo, foi a primeira a ser aberta, em 1917. Uma outra praça, fora do centro, recebeu posteriormente o nome de Praça Julio de Castilhos, Outras ruas foram abertas mais tarde.

LOTES RURAIS: A área de terra, em 1910, que correspondeu ao atual município de Marcelino Ramos gerou aproximadamente 898 lotes rurais (coloniais) de 25ha na média, distribuídos em 7 secções e 3 posses. A Secção Uruguai é a mais extensa (482 lotes), Secção Estreito (153 lotes), Secção Lambedor (124 lotes), Secção Suzana (76 lotes), Secção Rio do Peixe (24 lotes), Secção Canavial (6 lotes) e Posses (33 lotes).

A Secção Uruguai engloba o maior número de lotes rurais no município, 53,7% dos lotes e também foi a primeira a ser ocupada, na década entre 1910 e 1920.

Importantes linhas do nosso interior estão localizadas na Secção Uruguai: Linha São Paulo, Linha Santa Barbara, São Caetano, N.S da Saúde, Linha Teixeira Soares, etc..., além da Vila Pinhalzinho, um dos distritos do município de Marcelino Ramos.

E também através da Secção Uruguai que segue o escoamento para a cidade de Maximiliano de Almeida.

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